



Chegados a esta altura do ano, são recorrentes os desabafos: «Estou tão exausto que se não tivesse agora uns dias férias, rebentava…». Assim tão cansado?... Porquê? Como poderão ser as férias remédio para tanto cansaço? Dormir, comer e apanhar sol será o antídoto certo?
Na Missa do 1º Domingo de Julho voltamos a escutar aquele convite amorosíssimo de Jesus: «Vinde a Mim todos os que estais fatigados e oprimidos e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para as vossas almas. Porque o Meu jugo é suave e a Minha carga é leve» (Mt 11. 28-29).
Que nos cansa? Penso muitas vezes na luta do Patriarca Jacob contra Deus (Gn 32, 23-33). A meio do combate reconheceu Aquele com quem lutava e pediu-Lhe que o abençoasse. Apesar de ter reconhecido a tempo aquilo que quase o levava à exaustão, a verdade é que ficou a marcar para o resto da vida.
A razão do cansaço que tantos sentem não estará na luta que, todos os dias, travam com Deus? Deus a querer que nos abandonemos confiadamente, como crianças pequenas, nos Seus braços; nós a querer que Ele realize os nossos projectos, os nossos sonhos, os nossos caprichos… Deus sempre a recordar-nos a palavra de Jesus «sem Mim nada podeis fazer»; e nós, armados em super-homens, querendo tudo fazer apoiados apenas nas nossas forças. Deus, sem Se impor, a querer, contudo, ser o primeiro nas nossas vidas; nós sempre a colocá-lo depois da família, do trabalho, da diversão… Deus a querer dizer-nos que só salva a vida quem a perde; nós com a pretensão de agarrar sofregamente esta vidinha como se estivesse em nossas acrescentar-lhe um minuto que seja.
«Estais fatigados e oprimidos», observa Jesus olhando-nos cheio de compaixão. Para logo apontar o remédio certo: «Vinde a Mim, e Eu vos aliviarei!».
Num destino fantástico, ou ali, na Caparica, ou mesmo sem sair de casa, o único necessário ouvimo-lo da boca de Jesus: «Vinde a Mim»… Experimente este programa já neste Verão. Boas Férias!