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Nossa Senhora Dos Mártires de LisboaParóquia dos Mártires

Jesus, eu confio em Vós!

Prior Armando Duarte.

Por iniciativa do Beato João Paulo II, a Festa da Divina Misericórdia, muito popular na Polónia, País natal da Irmã Faustina Kowalska a quem Jesus revelou: "a Minha Misericórdia é tão grande que, por toda a eternidade, nenhuma mente - nem humana, nem angélica - alcançará a sua profundidade”, desde o Ano 2000 é celebrada em toda a Igreja, no Domingo II da Páscoa. Em 2002, João Paulo II, durante a dedicação do Santuário da Divina Misericórdia, em Cracóvia, consagrou solenemente o mundo à  Divina Misericórdia.

A Irmã Faustina, que passou por várias casas da sua Congregação, as Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, nomeadamente, Plock, Wilno, Varsóvia e Cracóvia, donde partiu para a casa do Pai, em 5 de Outubro de 1938, teve as revelações de Jesus a partir de 1931. Foi canonizada pelo Papa João Paulo II no Ano 2000.

Pode dizer-se que a profunda vida espiritual do Beato João Paulo II, foi alicerçada na devoção a Nossa Senhora e nas revelações da Divina Misericórdia. Deus chamou-o para Si, há 7 anos, no dia da Festa da Divina Misericórdia. O Papa Bento XVI beatificou-o no dia 1 de Maio de 2011, nesse Ano Domingo da Divina Misericórdia e início de Maio, o mês Mariano por excelência.

“Minha filha, fala a todo o mundo da Minha inconcebível Misericórdia. Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. Neste dia, estão abertas as entranhas da Minha Misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha Misericórdia. A alma que se confessar e comungar obterá remissão total das culpas e das penas. Nesse dia, estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais se derramam as graças. Que nenhuma alma receie vir a Mim, ainda que os seus pecados sejam como o escarlate. A Minha Misericórdia é tão grande que, por toda a eternidade, nenhuma mente - nem humana, nem angélica – alcançará a sua profundidade. Tudo o que existe saiu das entranhas da Minha Misericórdia. Toda alma que se una a Mim contemplará por toda a eternidade, todo o Meu Amor e Misericórdia. A Festa da Misericórdia brotou das Minhas entranhas. Desejo que seja celebrada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa. A humanidade não terá paz enquanto não se voltar para a fonte da Minha Misericórdia”.  

Trata-se de um trecho relativamente pequeno, mas de conteúdo muito denso. É o próprio de Jesus quem fala!

- Jesus tem pressa em que seja aprovada, difundida e celebrada na Igreja a Festa da Misericórdia. O tema aparece 25 vezes nas revelações feitas a Santa Faustina;

- A liturgia faz a memória do mistério de Cristo. Não é apenas uma “recordação” de um acontecimento passado, mas uma atualização no presente das maravilhas de Deus. Na Festa da Misericórdia actualiza-se aquilo que aconteceu na Cruz: do lado aberto de Cristo jorram sobre cada um de nós a graça infinita da sua misericórdia.

- Para Deus não importam mais os pecados quando o pecador se arrepende e volta para Ele. O Pai abraça-o, o beija-o e manda preparar uma festa (Lc 15,20ss).

- O Deus de Jesus Cristo é o Deus do amor e da compaixão, do perdão e da Misericórdia. A Divina Misericórdia é um mistério inatingível  na sua profundidade, mas podemos fazer a experiência desse Amor que nos redime e nos liberta.

- “Tudo o que existe saiu das entranhas da Minha misericórdia” - que revelação maravilhosa! A palavra Misericórdia, é formada por duas palavras latinas: “miser”, que significa pobreza, indigência, miséria; e por “cordis”, que quer dizer coração. Então, o que significa misericórdia? Significa abrir o coração para a miséria do outro. É o que Deus faz quando se inclina sobre nós. O que há em nós senão miséria? E o que há em Deus senão amor? É na experiência da misericórdia de Deus, portanto, que se dá a profunda realidade do encontro entre a nossa humanidade, que é miséria, e a grandeza de Deus, que é amor.

- Jesus revela-nos o maior dos atributos de Deus: a Misericórdia! Que outro “deus”, concebido pelos homens, se distingue pela misericórdia? E mesmo o verdadeiro Deus poderia ser reconhecido pela Sua grandeza e poder, pela Sua majestade, mas preferiu revelar-Se pelo Amor e pela Compaixão.

-  “A Festa da Misericórdia saiu das Minhas entranhas”, isto é, do mais profundo do Seu ser, das Suas raízes, do Seu íntimo. Não se trata de um simples desejo… Mas da Festa que Jesus institui para Se revelar naquilo que é: Misericórdia! Como é grande o caudal de graças que sobre nós é derramado por Jesus quando celebramos este dia!

- Para o dia da Festa Jesus escolheu o primeiro Domingo depois da Páscoa, para que percebamos melhor a união profunda que existe entre o “mistério pascal da Redenção” e o “mistério da Misericórdia de Deus”. Esta ligação é também sublinhada na Novena, que começa na Sexta-Feira Santa, quando rezamos o Terço da Divina Misericórdia. Jesus, por assim dizer, quer fazer-nos entender que a Sua Paixão, Morte e Ressurreição convergem na celebração da Sua infinita Misericórdia. Trata-se de uma mesma realidade, de um mesmo amor, da mesma entrega da Sua vida em resgate da humanidade.

- Por fim, Jesus faz uma declaração que nos deixa ainda mais surpresos: “A humanidade não terá Paz enquanto não se voltar para a fonte da Minha Misericórdia”! Em vão tentam os homens construir uma paz sem Deus, e nós próprios, quantas vezes temos a pretensão de ser felizes apoiados nas nossas próprias forças…Só a Divina Misericórdia Divina é o verdadeiro caminho para a paz.

Que, neste Tempo Pascal, a Misericórdia de Deus se derrame abundantemente sobre cada um de nós e nos transforme. Que em todas as circunstâncias da nossa vida salte dos nossos lábios a jaculatória que trazemos no coração: “Jesus, eu confio em Vós”!

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