

A Avó e o Avô aproveitam este Natal de 2006 e a campanha para restauro do Presépio da Basílica de Nossa Senhora dos Mártires, para vos deixarem mais alguns sinais que, por ficarem para sempre ligados a vocês, também por vocês poderão ser transmitidos na devida altura.
Pensámos em primeiro lugar que
cada um patrocinasse o restauro de uma figura diferente.
Éramos dos primeiros patrocinadores e, salvo as 11 ovelhas da cena “Anunciação
aos Pastores” e as três mulheres das “Cenas do Quotidiano”,
todas as outras figuras estavam à espera de curador.
Várias questões começaram então a aparecer:
- que figura atribuir a quem?
- que aconteceria quando, se Deus quiser e muito em breve, os
Zambozinos começarem a ser mais numerosos que as figuras do Presépio?
A
solução foi fácil e, achamos, também mais
bonita: as figuras escolhidas seriam patrocinadas pelos Zambozinos
em conjunto. Pelos 7 iniciais e pelos vindouros.
Depois, muito humanamente, o primeiro impulso foi escolher as
figuras mais importantes: Sagrada Família, Reis Magos…
Mas – nova questão – seria justo, embora lícito, encetar uma operação de açambarcamento e matar, quase à nascença, a iniciativa do Sr. Prior? É que, numa atitude muito à maneira de S. Francisco, através de uma simples operação de divisão, quiseram igualar em euros o restauro do irmão elefante ao do flamante Baltazar ou ao das irmãs galinhas, permitindo grandes brilharetes.
Decidimos outra coisa: figuras de vários grupos
ou cenas que nos ajudem a pensar no Natal mas também para além
dele, embora, mais tarde ou mais cedo cheguemos à conclusão
que tudo com ele está relacionado.
Assim, da cena “A Expectativa”, escolhemos o CASAL HEBREU
LENDO AS ESCRITURAS.
Lembra-nos que toda a narrativa do Antigo Testamento é uma preparação
para o nascimento do nosso Menino Jesus.
Pelo menos todos os domingos,
ouvimos trechos das Escrituras a fazerem o paralelo ou a ligação
com a história
e os ensinamentos de Jesus que nos são relatados no Evangelho ou
Novo Testamento.
Lembra-nos ainda que os hebreus, ainda hoje, nas celebrações
da comunidade mas também em família, estudam profundamente
as velhas Escrituras, causa, certamente, de uma supremacia intelectual
tão invejada desde sempre.
Escrituras, hebreus, preservação
da tradição
e veneração da Palavra escrita lembram ao Avô que,
acompanhando o Bisavô Júlio, foram das primeiras pessoas
a entrarem no “Santuário do Livro” em Jerusalém,
pouco depois da sua inauguração em 1965. Mais histórias
para outro dia…
Da cena “Natividade”, escolhemos o PASTOR EM ADORAÇÃO
e o HOMEM OFERECENDO UM CESTO DE FRUTOS para lembrar que os humildes foram
os primeiros a acorrer ao Menino Deus, oferecendo-se em tudo aquilo que
tinham.
Em contraponto, não resistimos, da cena “ O Cortejo dos Magos”, à magia
dos 3 REIS:
- Ao significado das suas ofertas, ouro para homenagear a realeza de Jesus, incenso como símbolo da piedade, da oração e do sacerdócio, mirra, planta medicinal utilizada pelos embalsamadores, evocando a humanidade física de Jesus, destinado a morrer e a ser sepultado como nós.